O papel do professor nos dias de hoje é fundamental. Num mundo cada vez mais digital, onde as redes sociais imperam e o acesso a vários tipos de conteúdo é quase ilimitado, é necessário que haja alguém que seja uma luz. Faz-se necessário uma voz orientadora, que aponte os melhores caminhos, que ajude na pesquisa, que dê orientações sobre a importância da privacidade nas redes, que esclareça as dúvidas e que, sobretudo, seja um exemplo. O professor é tudo isso é muito mais. É quem ensina e quem edifica o conhecimento. Dá suporte ao aluno. Muitos alunos não se importam, possuem alterações de comportamento e não rendem o que se espera deles. No entanto, há os que valorizam o professor e o ensino. Uma coisa é certa, o professor é peça fundamental no processo de melhorias de um país. É uma profissão que merece respeito e valorização. Sem professores uma sociedade regride. É com eles que o mundo se torna melhor.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
David Hume e a aprendizagem pelo “habito da mente” e pela verificação
David Hume, filósofo escocês e empirista do século XVIII, estudioso da história a da política inglesa, tornou-se notório pelos conceitos que criou para compreendermos como se dá o conhecimento humano. Para ele, o conhecimento é baseado em um princípio que ele chamava de princípio da causalidade. Simplificando, nossa mente interpreta as experiências que temos a partir das memórias das experiências anteriores, ou seja, a partir de um hábito de causa e efeito. Por exemplo, se o pneu de um carro furar (efeito), imediatamente fazemos uma lista mental das múltiplas causas possíveis (prego, parafuso, defeito de fabricação, problemas com a válvula, etc.). Todas as causas são baseadas em experiências passadas de nossa memória ou da memória dos outros. Mas, igualmente, todas elas são baseadas em crença, pois todas, sem exceção, são possíveis. Para dirimir a dúvida, Hume, como bom empirista, advoga o princípio da verificação ou, no caso do pneu, verificar a causa verdadeira em um borracheiro.
Verificada a causa real, as outras elencadas são anuladas.
Em parte, com esse hábito, o conhecimento ganha um padrão para interpretar as novas experiências sem grandes sustos ou novidades. Por outro lado, esse hábito nos conduz a “acreditar” que o mesmo modelo de interpretação de uma experiência, serve para todas as experiências, o que pode, em algum momento, ser equivocado ou falso. Isso ocorre principalmente quando a nossa mente faz associações entre eventos parecidos.
Utilizando novamente o exemplo do pneu, se o furo é provocado por prego no primeiro dia, também por prego no segundo dia, no terceiro, quarto, quinto, até o décimo dia, nossa mente vai associar ou ligar um evento com o outro e, se o pneu furar de novo no décimo primeiro dia, automaticamente, interpretaremos como sendo prego mais uma vez. Porém, a verificação pode revelar que não foi prego nesse dia, mas um parafuso. Logo, a mente cria um hábito ou padrão para explicar o pneu furado que, em um determinado momento, pode não funcionar.
Com o hábito de associar eventos aparentemente semelhantes, Hume apontou como podemos nos equivocar em muitas situações. Numa situação como um pneu furado tantas vezes, nada a temer, a não ser acreditar que estamos passando por uma grande onda de azar. Mas, no caso de situações e eventos que envolvam vidas e experiências perigosas, acreditar que uma mesma causa explique o efeito atual, pode gerar um padrão que, sem verificação ou informações mais claras, invariavelmente redunda numa tragédia.
Foi o que aconteceu em julho de 2008, quando o menino João e sua mãe, dentro do carro da família, foram “metralhados” no Rio de Janeiro por policiais militares. O menino faleceu dois dias depois. Na época, o secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, chamou a operação de “desastrosa, que demonstrou falta de preparo psicológico e operacional”. A mídia fez eco e repetiu “ad nausean” (até enjoar) que a polícia estava despreparada e desprovida de treinamento adequado.
O que diria Hume diante dessa notícia? Se pusermos em prática o ceticismo saudável do escocês o que poderíamos concluir?
O que possivelmente ocorreu é que a polícia já fazia esse tipo de abordagem e, até aquele momento, estava “dando certo”. Dessa vez não deu. Diante de um Estado despreparado a polícia teve que se “reinventar” e precisou criar um padrão para enfrentar uma bandidagem preparada e organizada. Primeiro atira, depois se averigua. É uma ação baseada na crença que, por sua vez, vem da repetição, da memória de experiências anteriores. Não há verificação, não há exercício cético, de questionamento. Numa ação que exigia rapidez, se fez o que estava à mão, ou melhor, se fez a partir do que estava na cabeça. Possivelmente não foi a primeira vez que esses policiais fizeram isso. Daí que a culpa não pode recair apenas sobre eles.
Como no caso do pneu, os policiais usaram as experiências que estavam na memória, numa lembrança de repetição que criou um padrão. O que não contavam é que aquela situação específica pedia outro tipo de postura, ou seja, de dúvida e verificação. Como um borracheiro, que verifica o que furou um pneu, os policiais deveriam verificar quem eram as pessoas dentro do carro. Escolheram seguir a intuição, a crença baseada no padrão e se deram mal. Na linguagem do borracheiro, dessa vez não foi prego. Na linguagem de Hume, a causa nunca é igual.
Ora, se a repetição fez isso com os policiais, imagina com os professores. Pois é isso que deveríamos tomar cuidado. Se por um lado a repetição de padrões são importantes na aprendizagem, porque a mente segue hábitos, por outro lado, ela pode ser perigosa. Perigosa porque os alunos não só devem ser estimulados a encontrarem um padrão, um hábito para que suas mentes se adequem a conhecimentos obrigatórios e fundamentais em cada seguimento escolar, mas igualmente estimulados a pensarem por conta própria, a desconfiarem. Em resumo, o professor também deve assumir o papel de tutor cético, ou seja, motivar seus alunos à pesquisa, verificação e experimentação. Sem isso, fica complicada a aquisição de um novo conhecimento que não caia simplesmente no “hábito da mente”, que adora a decoreba e o conteudismo.
Rogério Carvalho - Assessor Pedagógico
terça-feira, 31 de março de 2015
Compartilho, logo existo
Em 1637, na busca de um conhecimento verdadeiro, o francês René Descartes (1596-1650), considerado o fundador da Filosofia Moderna, publicou a obra O Discurso do Método. A autobiografia apresenta textos inquietantes, onde atribui à humanidade a capacidade de compreender o mundo e estabelecer verdades. Para Descartes, a autenticidade de determinado fato deve ser aceita somente após uma profunda análise do fato, o que requer duvidar, questionar e rejeitar o incerto, e foi assim que o filósofo cunhou a famosa sentença “Penso, logo existo”.
Em pleno século XXI, O Discurso do Método renasce, como um presente para todos àqueles seres que vivem de por quês e por ques. Bem dito seja o Zequinha, o inquieto personagem do seriado infanto-juvenil Castelo Rá-Tim-Bum. O pequenote vivia com o ponto de interrogação na cabeça (?), cheio de por quês e por ques, mas tinha à sua volta amigos menos críticos que, com tantas certezas prontas, mesmo sem cunho científico, simplesmente respondiam: “Porque sim, Zequinha”. Ah, Marcelo Tas (Marcelo Tristão Athayde de Souza), como era bom quando você entrava em cena e dizia: “Porque sim não é resposta”. E lá estava eu, em frente à TV, aprendendo a questionar, aprendendo a duvidar, aprendendo a aprender.
E hoje, você questiona seu mundo ou simplesmente aceita respostas prontas? Por quê? Por favor, porque sim não é resposta!
Confesso que me senti entristecida quando assisti à campanha publicitária da cerveja Schin, que tem como garoto propaganda o ator Selton Mello. Vestido de branco (símbolo da paz), em comemoração à virada do ano, Selton aparece na primeira cena, com uma latinha de cerveja na mão e um roteiro feito para os seres não pensantes: “Ano novo, época perfeita para a Schin lançar o movimento para quem não curte ficar dando explicação para tudo, é o movimento do Porque Sim”.
Vamos lá: Selton, você protagonizou o filme o Palhaço, uma profunda reflexão sobre a contemporaneidade e o direito à felicidade. Em uma das cenas, você se pergunta: “Eu faço o povo rir, mas quem é que vai me fazer rir?”. Um curto texto, de singular profundidade e que, para obter a resposta ou respostas, necessitamos de muitos Por quês e Por ques.
A Schin fez o seu papel, popularizar o seu produto e, de quebra, tentou minimizar as constantes críticas sobre a qualidade de sua cerveja.
Se, para compreendermos o mundo necessitamos nos “afogar” no mar das incertezas, e ir além, em busca de fatos comprovados de forma sistêmica e racional, então precisamos refletir sobre o nosso papel na sociedade atual. Afinal, as tecnologias modernas, principalmente aquelas ligada à informação e comunicação, permitem o rápido acesso a diversos canais que, semelhantes a oráculos, têm respostas para tudo, ou quase tudo. São bilhões de pontos de vistas, e “cada ponto de vista é a vista de um ponto”.
Para se ter uma ideia, seja o que ocorre na internet em apenas um minuto:
Ao ler o texto acima, algumas pessoas dirão: “na minha época, eu tinha de pesquisar na biblioteca, passava horas e horas por lá, não era tudo fácil assim; hoje, está tudo pronto, é só copiar e colar, por isso os jovens não são críticos.”.
É interessante perceber o quanto algumas questões são simplesmente levadas para o senso comum. Caro leitor, na sua época, você passava sim horas e horas na biblioteca; à mesa em que você estava tinha livros, lápis, borracha, caneta, um caderno ou, para adiantar o trabalho, uma folha de almaço. Para que...? Não raro, para copiar. Pergunto: quantos livros você tinha à disposição? Quantos autores? Qual a data da publicação mais recente?
Hoje, nós temos acesso aos mais recentes artigos, livros, áudios, vídeos e sites para o compartilhamento de saberes, tudo à distância de alguns cliques. Mas, retomo a pergunta: onde mora a sua criticidade?
Vivemos um tempo em que a humanidade tem a seu dispor recursos para divulgar, compartilhar, empreender. Este é o novo mundo, interligado por fios, cabos, redes wi-fi, conectado por bilhões de computadores, smartphones, tablets. Você, eu, nossos amigos e parentes, não são mais meros espectadores passivos, simples leitores que consomem informações e, não raro, no universo escolar, obrigados a memorizar ideias de terceiros, sem ao menos ter o simples direito à crítica.
Pare um instante, acesse o seu Facebook, seu Linkedin, seu Twitter, seu WhatsApp. Quantos textos, quantos por quês e por ques você encontra nas interligações com seus amigos virtuais? Quantos compartilhar, quantos curtir? Aliás, basta publicarmos algo que já aguardamos ansiosos o aviso sonoro de nossos smartphones, e nos perguntamos: “Será que alguém já curtiu? Será que alguém compartilhou?”.
Bem-vinda e bem-vindo a Era do compartilhar, a Era da autoria.
Descartes, para compreender o mundo à sua volta, deixou a escola, pois naquele universo não existia espaço para questionamentos e reflexões. O contato com as pessoas e suas verdades, foi fundamental para divulgar suas teorias e apresentar os textos de O Discurso do Método. Hoje, o mundo apequenou-se e as viagens de Descartes poderiam ser realizadas em sua própria residência, navegando pela web, ou se preferir, em qualquer outro local, pelo seu dispositivo móvel.
O livro Cibercultura, escrito pelo professor e filósofo Pierry Lévy, traz importantes argumentos a respeito da web e seu papel social e educativo. Segundo Lévy:
“O que é preciso aprender não pode mais ser planejado nem precisamente definido com antecedência. [...] agora devemos preferir a imagem em espaços de conhecimentos emergentes, abertos, contínuos, em fluxo, não lineares, se reorganizando de acordo com os objetivos ou os contextos, nos quais cada um ocupa posição singular e evolutiva.” (LÉVY, 1999, p. 158).
Assim, a web fortalece o diálogo, a troca entre os pares e entre pessoas não conhecidas. É possível criar, recriar, criticar, divulgar, conhecer, reformular. E, segundo Levy, não há linearidade nesta corrente de saberes, as pessoas ocupam seus espaços, de acordo com suas preferências.
Onde mora a sua criticidade? Está dentro de você, na sua capacidade de questionar suas verdades, quando analisa e questiona; está fora de você, quando busca alternativas, quando percorre novos caminhos, quando conhece gente, de preferência, fora do seu contexto, fora do seu universo.
Se eu pudesse, somente em meus fantasiosos sonhos, teria os mesmos poderes do protagonista do seriado americano Pushing Daisies. O Jovem Ned tem o dom de trazer os mortos de volta à vida. Eu, devolveria à vida, Descartes (não me pergunte como acharia seus restos mortais). Mostraria a ele este novo mundo e perguntaria: “Quer se cadastrar nas redes sociais midiáticas? Aceita compartilhar seus saberes?”. Adoraria receber como resposta: “Compartilho, logo existo”.
Cíntia Acioli
terça-feira, 24 de março de 2015
Avaliação
A avaliação é um dos aspectos que compõem o processo educativo escolar, constituído por vários outros, como planejamento, conteúdos, recursos e estratégias. Há duas dimensões importantes que devem estar presentes no processo de avaliar: a ética e a técnica.
A palavra avaliação deveria soar como uma provocação, um convite a novas reflexões sobre um tema polêmico. Praticamente todas as crianças brasileiras estão matriculadas no Ensino Fundamental. Mas, qual é o cenário que temos?
Sabemos que predomina uma realidade perversa. O fracasso escolar fere a autoestima do educando e impossibilita que ele avance na construção de conhecimentos relevantes para a sua vida em sociedade.
De quem é a culpa? Acredito ser da família, do sistema e da escola. É claro que a escola sozinha não conseguirá mudar esta realidade. Mas, se a escola cruzar os braços e se imobilizar, a sociedade perderá um de seus atores mais importantes para as transformações urgentes que precisam ser feitas.
É preciso pensar sobre os instrumentos de que a escola dispõe para empreender sua luta. Sendo a avaliação um deles, faz-se necessário redimensionar a sua prática no contexto escolar. Então, não só o aluno, mas o professor e todos os envolvidos na prática pedagógica podem, por meio da avaliação, refletir sobre sua própria evolução na construção do conhecimento.
O educador deve ter, portanto, um conhecimento mais aprofundado da realidade na qual vai atuar, para que o seu trabalho seja dinâmico, criativo e inovador. Assim, contribuirá para um sistema de avaliação mais justo, que não exclua o aluno do processo de ensino-aprendizagem, mas o inclua como um ser crítico, ativo e participante dos momentos de transformação da sociedade.
"Seja pontual ou contínua, a avaliação só faz sentido quando leva ao desenvolvimento do educando", afirma Luckesi.
Ana Cristina de Almeida
Psicóloga e Assessora Pedagógica
terça-feira, 17 de março de 2015
BULLYING: precisamos falar sobre isso.
Dia 09 de março morreu um adolescente de 14 anos após ser brutalmente espancado nas dependências de sua escola, em São Paulo. O motivo? Ele era filho de homossexuais e sofria bullying diariamente. Quantas crianças ainda precisarão passar por isso? Quantos ainda serão ridicularizados, espancados e/ou mortos por conta de sua condição sexual, de sua cor, de seu peso, de sua origem? O que as escolas têm feito para tratar do problema dentro de suas dependências, um espaço de socialização por natureza?
Apesar de ser uma palavra relativamente nova, o bullying vem ganhando espaço cada vez maior na mídia nacional e internacional. Ainda sem tradução no Brasil, o termo, de origem inglesa, se refere a comportamentos agressivos na escola. Os atos de violência física ou psicológica, praticados sistemática e intencionalmente têm por objetivo intimidar, humilhar, agredir, maltratar e amedrontar suas vítimas. Podem ser verbais (insultos, ofensas, apelidos pejorativos, etc), físicos e materiais (bater, empurrar, destruir ou roubar pertences), psicológicos e morais (humilhação, exclusão, chantagem, discriminação, intimidação, calúnia e difamação), sexuais (abuso, estupro, assédio, insinuação) e virtuais ou ciberbullying (internet, filmadoras, celulares, etc)¹.
Embora não haja um padrão de reações ao bullying, a Cartilha do Ministério da Justiça sobre o tema² aponta que os problemas mais comuns entre as vítimas são: desinteresse pela escola; problemas psicossomáticos; problemas comportamentais e psíquicos, como transtorno ou síndrome do pânico, depressão, anorexia e/ou bulimia, fobia escolar, fobia social, ansiedade generalizada, entre outros. Além disso, o bullying pode potencializar e agravar, em casos mais dramáticos, problemas preexistentes, como esquizofrenia, homicídio e suicídio, devido ao tempo de exposição prolongado ao estresse a que a vítima é submetida.
O fato de cada vez mais casos de bullying surgirem na mídia não significa necessariamente que os casos estejam aumentando. É possível que isso indique uma preocupação real em identificar, prevenir e erradicar esse fenômeno universal. Reprimir o bulliyng é uma medida provisória de resultados duvidosos e temporários, pois o problema não é resolvido, apenas abafado. É uma medida compensatória de curto alcance.
Apenas disseminando uma educação voltada aso valores humanos, à paz e à empatia, será possível combater o problema em sua raiz. É evidente que a família tem papel importante. Contudo, a escola deve ser protagonista, no sentido de alimentar uma educação em que o reconhecimento e o respeito sejam imperativos. Já fomos muito tolerantes com o bullying por anos e anos. Agora é o momento de interromper, com firmeza e determinação, sua vil trajetória.
¹ Fonte: Silva, Ana Beatriz Barbosa. Bullying. Cartilha 2010 - Projeto Justiça nas Escolas. Ministério da Justiça, Brasília: 2010.
² Idem.
¹ Fonte: Silva, Ana Beatriz Barbosa. Bullying. Cartilha 2010 - Projeto Justiça nas Escolas. Ministério da Justiça, Brasília: 2010.
² Idem.
Cássia Janeiro
terça-feira, 10 de março de 2015
O que é gestão?
O que é gestão? De modo simplificado, gestão é administrar recursos humanos e materiais da maneira mais assertiva possível, visando aproveitamento máximo destes recursos. Um sistema gestacional sistematiza práticas administrativas para atingir metas e alcançar resultados positivos. No mundo moderno, circunscrita na atual conjuntura de negócios, gestão é o que define sucesso ou fracasso. Tudo o que se refere ao âmbito administrativo orbita em torno da boa prática gerencial, que tem como pedra fundamental um conjunto de normas, princípios e funções. A gestão eficiente ou a má gestão se faz através do uso sistemático destes elementos norteadores. Muito se fala das políticas públicas no Brasil. É bastante comum, mais até do que o normal, as pessoas e a mídia apontarem várias falhas sistêmicas. Os meios de comunicação não se cansam de divulgar as mazelas sociais, de infraestrutura ou de natureza política. Filas em hospitais, mau funcionamento de serviços básicos, pouca qualidade nas obras públicas e um cem número de notícias sobre temas diversos que seria impossível listar. No final, tudo se resume a uma só coisa: gestão. Gestão é o que falta para melhorar a qualidade dos serviços. Não é necessário nada milagroso ou espetacular para o bom funcionamento das instituições. Se os recursos fossem geridos da maneira correta, os serviços mudariam de patamar: deixariam a mediocridade, ou apenas o padrão satisfatório, e saltariam para um platô de qualidade e excelência ideal. Na seara da educação, considero que os dirigentes operam quase que um milagre. O gestor que atua dentro da área educacional é criativo, proativo e pronto para tomar decisões que encontrem ecos naqueles que mais precisam: a população. O bom gestor na área da educação é aquele que administra para evitar desperdícios, para atender aos anseios de seus beneficiários e para extrair o máximo, mesmo diante das adversidades.
O que é gestão na área educacional? É proporcionar mais do que o processo cognitivo de ensino/aprendizagem. É proporcionar bem-estar coletivo e disseminar o sentimento de que qualquer um pode ir mais longe.
Prof. João Artur Izzo
domingo, 8 de março de 2015
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